Inteligência Artificial (IAs): avanços, limitações e o futuro profissional

Lara Menezes | lara.menezes@hmit.com.br

Publicado em 29 de fevereiro de 2024

Muito se fala sobre Inteligência Artificial (IAs), mas, mesmo sendo um assunto amplamente difundido nos dias de hoje, ainda pairam muitas dúvidas sobre o que realmente é a IA e quais as reais vantagens da inclusão desta tecnologia às nossas vidas.

Comecemos pela explicação resumida, que define que Inteligência Artificial (IAs) é a capacidade dos sistemas de computador ou algoritmos de imitar o comportamento humano inteligente, simulando a capacidade humana de compreender, raciocinar, resolver problemas e tomar decisões em diversas áreas com autonomia.

Também precisamos falar da Inteligência Artificial Generativa, que é uma IA capaz de gerar novos conteúdos (como imagens ou texto) em resposta a um comando, aprendendo com uma grande base de dados de exemplos. As IAs generativas têm contribuído fortemente para a popularização das IAs ao demonstrarem seu potencial criativo e inovador. 

Ferramentas como o ChatGPT têm conquistado o interesse das pessoas, mas também levantado interrogações no tocante a direitos autorais. O aumento da visibilidade das IAs foi impulsionado, além disso, por uma série de avanços tecnológicos, como a evolução dos algoritmos de aprendizado de máquina, disponibilidade de grandes conjuntos de dados para treinamento e aumento da capacidade computacional. 

Hoje temos diversos exemplos de IAs no nosso dia a dia: assistentes virtuais como Siri e Alexa, personalização e recomendação em serviços de streaming como Netflix, Spotify e redes sociais, reconhecimento facial no celular e aplicativos que utilizam GPS, como Uber e deliveries de comidas.

As IAs podem impactar significativamente o desempenho das empresas de várias maneiras, seja: 

• aumentando a produtividade, automatizando tarefas repetitivas, liberando recursos humanos para se concentrarem em atividades mais estratégicas e criativas;
• otimizando processos e tarefas, reduzindo custos, melhorando a eficiência e minimizando erros;
• na criação ou desenvolvimento de algum código específico;
• na análise de dados avançada, prestando assistência à tomada de decisões estratégicas, identificando padrões e tendências relevantes.

Por outro lado, as IAs possuem limitações, que devem ser consideradas para uma utilização responsável e eficaz, como:

• necessitam de enormes volumes de informação para aprender e podem não ser capazes de lidar com situações que não foram previstas durante seu treinamento;
• elas dependem da qualidade dos dados fornecidos, podendo gerar resultados que carecem de confiabilidade e polidez;
• seus dados são uma representação parcial da realidade, portanto, podem perpetuar ou até mesmo amplificar os vieses presentes nos dados de treinamento, levando a decisões injustas ou imprecisas.

Com a disseminação das IAs, também aumentam as preocupações com as consequências da utilização dessas tecnologias no mercado de trabalho. As empresas estão reconhecendo cada vez mais as vantagens competitivas de aplicar as IAs, o que vai levar à extinção de algumas vagas de trabalho no futuro (ou no próprio presente já, atendentes virtuais por exemplo). 

Não obstante, serão criadas funções que vão exigir trabalhar bem com IAs, e, com o tempo, os profissionais serão poupados de atividades maçantes e repetitivas para usar o máximo da sua capacidade de criar e inovar em outros setores.

A capacidade humana é verdadeiramente única na análise, no raciocínio, na inferência e na interpretação do contexto. Novas oportunidades vão demandar habilidades em que a inteligência humana se destaca, como a habilidade de sintetizar, dar sentido a informações complexas e ambíguas, envolver-se em pensamento e raciocínio críticos, adaptar e refinar respostas e abordagens ao longo do tempo, explicar e relacionar-se de forma significativa com outras pessoas. O grande desafio é ser capaz de tirar o maior proveito das tecnologias, usando-as como aliadas e não como ameaças.

Autora

Lara Menezes é Chief Information Officer na HMIT Tecnologia | CIO